A raça Campolina começou a ser formada na segunda metade do século XIX, com base no andamento cômodo e no grande porte. As principais raízes étnicas foram os sangues Andaluz e Bérbere. A marcha era imprescindível para o conforto nas longas cavalgadas da época, tendo o cavalo como o mais importante meio de transporte. Já o porte mais avantajado, era importante para uma maior força nos serviços de campo, onde o cavalo era a principal "máquina" produtiva.Atualmente, as máquinas já substituíram os equinos em praticamente todos os serviços agropecuários. Mas a marcha ainda é um atributo dos autênticos "cavalos de sela", pois é sinônimo de conforto nos passeios e cavalgadas de final de semana, feriados e férias,atividades que fazem parte do cotidiano de um imensurável numero de pessoas que vivem a estressante vida das grandes metrópoles. Na realidade destes novos tempos de modernidade o papel social desempenhado pelo cavalo é mais importante do que o papel econômico.Contudo, a marcha também ainda proporciona um outro tipo de lazer, o da competição. Através de concursos de marcha, realizados quase que semanalmente em todo o país, criadores, proprietários, usuários em geral, participam e torcem emotivamente pela marcha de seus animais. Na verdade, a marcha adquire uma beleza ainda mais cativante do que a beleza morfológica, porque envolve uma emoção muito maior. Neste cenário, o cavalo Campolina funciona como elo de integração familiar, como forma de retorno do homem ao meio rural, e de fidelizar os campolinistas à principal raiz que originou a raça: a marcha.

 

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Jurado do Portp Rico,andamento cômodo e grande porte, marcas inconfundíveis das raízes de formação da raça Campolina