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Os incrédulos exclamam: Pampa não é raça!.
Os idealistas afirmam: Pampa já é raça. Ambas as
correntes não estão corretas. Os primeiros, argumentam
que pelagem não é raça. Ora, se não é,
como explicam a existência da raça Appaloosa, nome que
designa um tipo de pelagem, mantada ou leoparda? E a Paint Horse, que
congrega animais exclusivamente de pelagem pampa? Sem falar que nos
Estados Unidos existem ainda as associações dos criadores
de Palominos e de Albinos. Todos, unidos pelo ideal da pelagem e de
características específicas de morfologia, andamento e
aptidões esportivas.
Quanto à corrente que defende ser a Pampa uma raça, faz-se
necessário alguns esclarecimentos. A pelagem pode ser, de fato,
uma característica racial. Temos muitos exemplos no mundo equestre..
Mas a maioria ocorre em inúmeras raças, inclusive a pelagem
pampa. Do ponto de vista da ciência zootécnica, raça
é um agrupamento de animais portadores de características
semelhantes e distintas de outros agrupamentos étnicos.
No caso da "Raça Pampa", que prefiro chamar, inicialmente,
de "CAVALO PAMPA BRASILEIRO DE SELA", para ser considerada
uma raça, é necessário não somente a identidade
da pelagem, mas também a identidade dos caracteres morfológicos
e dinâmicos, o que leva, em média, 50 anos para a fixação.
Antes, o agrupamento de animais passa pelo processo de formação,
que dura, em média de 30 anos. Na fase da formação
os criadores ainda estão organizando seus trabalhos seletivos,
com base no inter-cruzamento das raças originais. Na Pampa, a
base genética de origem apresenta uma larga heterogeneidade,
o que retardará ainda mais a padronização de caracteres
de conformação e andamento.
O processo global da seleção é orientado pelo Padrão
Racial oficial da ABCPAMPA, na busca da semelhança do agrupamento
étnico em fase de formação. Este agrupamento é
representado pelos produtos oriundos dos inter-cruzamentos.
Além das fases da formação e fixação,
uma raça também passa pela fase da evolução,
do melhoramento genético, somente alcançado através
da pressão de seleção, a ser aplicada pelos selecionadores
que desenvolvem os trabalhos de consolidação das linhagens,
ou famílias, a serem futuramente consideradas como pilares da
formação da raça Pampa.
Portanto, ainda temos um longo caminho pela frente, antes de rotular-mos
O CAVALO PAMPA BRASILEIRO DE SELA, de raça.. Se houver profissionalismo
zootécnico, nossos filhos verão o nascimento da melhor,
e mais bela, raça de cavalos de sela do mundo, O trabalho seletivo
encontra-se alicerçado em bases genéticas distintas, porém
geneticamente puras. As bases são representadas por três
sustentáculos principais: as raças Mangalarga Marchador,
Mangalarga e Campolina. O sucesso dependerá da visão futurista
e capacidade de cada selecionador em filtrar o que há de melhor
nas bases genéticas.
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